
Dois veículos oficiais foram abastecidos com R$ 55,2 mil em dois dias
O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), a cada dia fica a par sobre gastos irregulares cometidos pelo antecessor, Newton Carneiro (PRB). Ontem, o tucano foi informado pela secretária de Gestão de Pessoas e Administração Municipal, Lucivane Lima de Freitas, de uso indiscriminado, durante a gestão passada, de “cartões coringas” para o abastecimento de veículos do município. Após uma análise nos relatórios do mês de dezembro sobre o gasto com combustíveis, a gestora observou que dois carros pertencentes à frota da Prefeitura abasteceram, em apenas um dia, mas em datas distintas, o equivalente a R$ 55.200,00, no posto Dom Hélder.
“É prematuro falar porque ainda não terminamos a nossa auditoria, mas há fortes indícios de que houve desvio de recursos da Prefeitura. É um valor muito alto para um veículo gastar R$ 30 mil e outro R$ 25.200,00 e ainda mais em um único dia”, disparou Lucivane, detalhando que o custo foi gerado, no primeiro caso, no dia 26 de novembro e, no segundo, em 2 de dezembro do ano passado.
Um tanque de automóvel popular tem a capacidade de receber 45 litros de combustível, em média. Sendo a gasolina, com R$ 30 mil o motorista teria que encher 257 vezes o tanque do veículo. Com álcool, o número de tanques pularia para 419.
A secretária explicou que a gestão passada firmou um contrato com a empresa privada Embratec, onde ficou estipulado que município teria 130 cartões para o abastecimento de sua frota (130 automóveis), sendo que oito deles eram especificados como “coringa”, sem limites de gastos, para casos especiais. Entretanto, esses cartões deveriam ter um prestação de contas, através de um sistema interno, mais detalhada que as demais, o que, segundo Lucivane, não estava acontecendo.
“Eles deveriam ter um controle com horário de saída, destino e quem era o motorista destacado para o cumprimento de tal atividade. Mas não encontramos nenhum dado desse tipo. Apenas o valor gasto e a data da emissão do débito. Não sabemos nem qual o carro que foi utilizado em determinado dia”, reclamou. Lucivane afirma não ter a dimensão exata de quanto foi gasto com combustíveis pela Prefeitura, no ano passado, porque não havia um limite determinado no contrato entre a gestão e a empresa que prestava o serviço. Além disso, ela afirmou que ainda faltam muitas informações para finalizar a auditoria realizada em sua pasta. “Ainda estamos no mês de dezembro. Falta ver muita coisa para fecharmos o que realmente foi gasto aqui”, assinalou, assegurando que toda irregularidade encontrada será encaminhada à Assessoria Jurídica do município para que as devidas providências sejam tomadas.
RESCISÃOO advogado Mário Gil Rodrigues Neto, que teria recebido R$ 300 mil da gestão Newton Carneiro para representar juridicamente o município, no ano passado, afirmou que aceitaria rescindir seu contrato, caso essa seja a opção escolhida por Elias Gomes. Entretanto, o defensor assegurou que buscaria um acordo para receber uma indenização pela quebra do que foi estabelecido na documentação de prestação assinado por ele, no mês de novembro.
“É prematuro falar porque ainda não terminamos a nossa auditoria, mas há fortes indícios de que houve desvio de recursos da Prefeitura. É um valor muito alto para um veículo gastar R$ 30 mil e outro R$ 25.200,00 e ainda mais em um único dia”, disparou Lucivane, detalhando que o custo foi gerado, no primeiro caso, no dia 26 de novembro e, no segundo, em 2 de dezembro do ano passado.
Um tanque de automóvel popular tem a capacidade de receber 45 litros de combustível, em média. Sendo a gasolina, com R$ 30 mil o motorista teria que encher 257 vezes o tanque do veículo. Com álcool, o número de tanques pularia para 419.
A secretária explicou que a gestão passada firmou um contrato com a empresa privada Embratec, onde ficou estipulado que município teria 130 cartões para o abastecimento de sua frota (130 automóveis), sendo que oito deles eram especificados como “coringa”, sem limites de gastos, para casos especiais. Entretanto, esses cartões deveriam ter um prestação de contas, através de um sistema interno, mais detalhada que as demais, o que, segundo Lucivane, não estava acontecendo.
“Eles deveriam ter um controle com horário de saída, destino e quem era o motorista destacado para o cumprimento de tal atividade. Mas não encontramos nenhum dado desse tipo. Apenas o valor gasto e a data da emissão do débito. Não sabemos nem qual o carro que foi utilizado em determinado dia”, reclamou. Lucivane afirma não ter a dimensão exata de quanto foi gasto com combustíveis pela Prefeitura, no ano passado, porque não havia um limite determinado no contrato entre a gestão e a empresa que prestava o serviço. Além disso, ela afirmou que ainda faltam muitas informações para finalizar a auditoria realizada em sua pasta. “Ainda estamos no mês de dezembro. Falta ver muita coisa para fecharmos o que realmente foi gasto aqui”, assinalou, assegurando que toda irregularidade encontrada será encaminhada à Assessoria Jurídica do município para que as devidas providências sejam tomadas.
RESCISÃOO advogado Mário Gil Rodrigues Neto, que teria recebido R$ 300 mil da gestão Newton Carneiro para representar juridicamente o município, no ano passado, afirmou que aceitaria rescindir seu contrato, caso essa seja a opção escolhida por Elias Gomes. Entretanto, o defensor assegurou que buscaria um acordo para receber uma indenização pela quebra do que foi estabelecido na documentação de prestação assinado por ele, no mês de novembro.
Folha de Pernambuco
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