Quem compra um imóvel na planta pode se surpreender ao receber as chaves. Alguns bancos têm cobrado juros mais caros que o combinado antes da crise financeira mundial. É o caso do economista Luiz Hachebe, que comprou um apartamento em 2006 ainda no projeto.
Depois de dois anos pagando a contrutora, a previsão era entrar em um financiamento bancário com juros previstos de cerca 8% ao ano. Agora o imóvel ficou pronto, mas a taxa de juros foi para as alturas: 12% ao ano. “Eu pagaria uma prestação há 30 meses atrás no valor de aproximadamente R$ 1.500. A prestação vai chegar a R$ 2.200 agora”, diz ele.
O salto dos juros veio junto com a crise mundial que enxugou o crédito no país, tornando os empréstimos mais caros. Muitos brasileiros têm tomado o mesmo susto na hora de pegar as chaves e entrar no financiamento. Mas, segundo o Sindicato de Compra, Venda e Locação de Imóveis (Secovi), aumentos abusivos não devem ser aceitos. A recomendação é mudar de banco e procurar aqueles que oferecem as menores taxas de juros.
“Eu acredito que essa situação deve ser superada através da concorrência. Clientes de posse de simulações com taxas menores devem insistir e procurar resguardar o seu direito de consumidor”, explica o vice-presidente do Secovi, Flávio Prando.
PESQUISA NO MERCADOFoi o que fez o gerente de Vendas Ezequiel Rodrigues dos Santos. O banco onde ele é correntista queria 12,5% de juros ao ano. Mas há bancos que mantêm as taxas muito próximas das cobradas antes da crise. No mercado, ele conseguiu coisa melhor: “10,5%”, diz ele. “Agora vai dar, cabe no meu orçamento”, completa.
Crises nos financiamentos não são raras: a última foi há oito anos. Por isso, na hora de planejar a compra, é bom ter uma folga, fazendo até um cálculo pessimista imaginando que os juros podem aumentar lá frente. “Quando você comprar um imóvel na planta, você sempre tem que estar prevenido extamente para pegar essa oscilação”, avalia a consultora Vartanouch Sayon.
da Redação do pe360graus.com
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