segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Consumidores estão indignados pelo aumento na conta de energia


Quem prestou atenção na conta de energia elétrica em janeiro levou um susto: o valor foi maior do que de costume. O motivo é que a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) decidiu cobrar de uma só vez o aumento que não foi pago pelo consumidor em 2005.
Entre maio e setembro daquele ano, o aumento da conta de energia, que seria de 24,43%, foi bloqueado pela Justiça. Durante o período, as contas foram reajustadas apenas em 7,4%. Mas, em outubro de 2005, o aumento total foi autorizado. No início de dezembro de 2008, a Celpe conseguiu na Justiça o direito de cobrar aos consumidores a diferença que não foi paga em 2005.
O despachante Marcos Pinto está indignado com o aumento na conta da casa dele, que passou de R$ 54,00 para R$ 174,00. “Nós fomos pegos de surpresa pela cobrança que acreditamos ser indevida. Deve haver alguma maneira de sanar o problema sem prejudicar o consumidor. Pelo que nós estamos sabendo, se não pagarmos a dívida teremos a luz cortada”, diz Marcos.
A dona de casa Silvana Melo pagou, em dezembro, R$ 43,00 pela conta de energia, mas em janeiro a tarifa pulou para R$ 74,00. “Não dá para pagar. Nós já estávamos pagando um absurdo, vivendo no escuro para economizar energia. Esse aumento é inadmissível”, desabafa Silvana.
Na Celpe, nenhum diretor se pronunciou sobre o assunto. De acordo com a assessoria de comunicação, a orientação para o cliente que tiver dúvidas é procurar os postos de atendimento ao consumidor para negociar o débito. As dúvidas podem ser esclarecidas ainda pelo telefone 0800 081 0120.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está analisando se é legal a cobrança de uma taxa extra nas contas de energia no mês de janeiro. A promotora do consumidor, Liliane Fonseca, informou que ainda está estudando o caso para poder se pronunciar sobre o assunto.
De acordo com nota do MPPE, a instituição analisará a questão juntamente com o Ministério Público Federal, para tomar as medidas cabíveis em defesa dos consumidores pernambucanos. O Tribunal Regional Federal está atualmente em recesso e só volta às atividades na quarta-feira (7).

A Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) espera uma resposta oficial da Agência Nacional de Energia Elétrica para poder orientar os pernambucanos que se sentirem prejudicados pela cobrança.
Da Redação do pe360graus.com

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