quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Comediante morre em naufrágio

O ator, cantor, compositor e humorista pernambucano Arnaud Rodrigues morreu na terça-feira de Carnaval, após o barco onde estava ter virado em um lago na Usina Elétrica de Lajeado, em Palmas, captal do Tocantins. Ao total, nove pessoas estavam na embarcação, incluindo sua esposa. No total, quatro crianças e três adultos sobreviveram ao acidente. Na próxima sexta, o humorístico “A Praça é Nossa” vai fazer uma homenagem especial ao artista, que atuou no programa nos anos 1980 e 90, fazendo vários personagens, como “Povo Brasileiro”, “Coronel Totonho” e “Xitãoró”, dupla feita com Marcelo de Nóbrega para parodiar os cantores sertanejos Chitãozinho e Xororó.

Arnaud ficou conhecido por sua parceria com o também ator e comediante Chico Anysio, do qual participou de uma banda chamada “Baiano e os Novos Caetanos”, que fazia uma paródia com Caetano Veloso e os Novos Baianos. Ele também teve uma participação marcante na novela “Roque Santeiro”, na qual interpretou o “Ceguinho Jeremias”, que acabava “vendo” tudo o que se passava na cidade de Asa Branca a partir da escadaria da igreja.

O artista, nascido em 1942, era de Serra Talhada, Sertão do Estado. Entre outros trabalhos feitos por Arnaud para a Rede Globo, estão dois papeis para minisséries: “Lampião e Maria Bonita” (1982) e “Bandidos da Falange” (1983), além de novelas como “Pão Pão, Beijo Beijo” (1983) e “Partido Alto” (1984). No cinema, sua trajetória começou nos anos 70, com “O doce esporte do sexo” (1971) e “Uma negra chamada Tereza” (1973), além de “A filha dos Trapalhões” (1984), “Os Trapalhões e o Mágico de Oroz” (1984).(Folha de Pernambuco)

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