sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ciro Gomes rechaça eleição plebiscitária

O deputado federal Ciro Gomes (CE) foi a estrela do programa apresentado ontem pelo PSB na propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio. Pré-candidato do partido à Presidência da República, ele defendeu as políticas do Governo Lula para o salário mínimo, a ampliação do acesso ao crédito e o Bolsa-Família, mas se posicionou contra uma eleição plebiscitária entre situação e oposição, como defende Lula. “Não podemos discutir um Brasil como se fosse apenas um passado e um presente. O PSB se apresenta a você como uma opção de futuro”, afirmou.

“Eu mesmo sou testemunha de que isso só foi possível graças à sensibilidade e à vontade do próprio presidente Lula, que muitas vezes, contrariando setores de seu próprio Governo, fez aquilo que muitos julgavam impossível. Eu e meu partido sempre estivemos firmes ao lado desse projeto liderado por Lula, principalmente nos momentos mais difíceis, quando muitos daqueles que se hoje se dizem amigos de Lula o atrapalharam, se escondiam ou faziam de tudo para derrubá-lo”, disse o deputado.

Em outro trecho, Ciro disse: “O desafio agora é olhar para frente e preparar o nosso País para as enormes tarefas que ainda temos de cumprir. O PSB quer apresentar ideias e propostas que preservem o legado de Lula, mas que também ampliem a discussão”, declarou. Ciro afirmou que o “clima de Corinthians e Palmeiras, de Fla-Flu partidário” é “ruim para o Brasil”.


ALIANÇAS

O socialista também criticou a política de alianças do Governo. “A política não pode se reduzir a acordos em troca de cargos. O PSB sabe que só se governa com alianças, mas acreditamos que as alianças podem e devem ser mais integras para fazer valer projetos de qualidade”, criticou.

Ciro reiterou que é preciso investir em infraestrutura e educação de qualidade e apresentou os governadores de seu partido, Eduardo Campos (Pernambuco), Cid Gomes (Ceará) e Wilma de Faria (Rio Grande do Norte) como exemplos de gestão. Os dois primeiros são candidatos à reeleição e Wilma, ao Senado.(Folha de Pernambuco)

Um comentário:

Albino disse...

Tenho dito: No mano a mano Serra não ganhará do candidato de Lula. Se o PSDB quiser mesmo chegar ao poder, que pense melhor na escolha do seu candidato.
A chapa Aécio e Ciro é uma boa opção porque derruba a tese do nós- turma do Lula- contra eles- turma do FHC- e ainda desfaz as alianças com as oligarquias que sempre comandaram a política brasileira.