
Os 33 países da América Latina e do Caribe se reunirão, pela primeira vez na história, sem a presença dos Estados Unidos ou de países europeus. O encontro, convocado pelo Brasil, acontecerá logo após a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, terça-feira (16), na Costa do Sauípe, Bahia. Durante dois dias, os presidentes da região debaterão temas de interesse comum na Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc).
A intenção é articular respostas conjuntas frente às diferentes crises. “A agenda da cúpula é tratar das questões relacionadas à integração e ao desenvolvimento diante das crises que hoje nos ocupam, na agenda internacional de alguma forma: financeira, de energia, alimentar, relacionada à mudança do clima”, resumiu, sem dar maiores detalhes, o diretor do Departamento da Aladi e Integração Econômica Regional do Itamaraty, Paulo Roberto França.
Com o inédito encontro, a região manda um sinal para o mundo de que é capaz de tratar, sozinha, de seus interesses, a partir de uma perspectiva e agenda próprias. Mas, de acordo com o diplomata, o encontro está longe de ser um contraponto a outras inciativas, como a fracassada Área de Livre Comércio das Américas (Alca). “Não é contraponto a nada. Não é uma agenda contra alguma coisa, contra um projeto, contra um país. Ao contrário, é uma cúpula com uma agenda positiva”, salientou França.
Ao final do encontro de presidentes da América Latina e Caribe, será a vez do grupo do Rio se reunir, para oficializar a entrada de Cuba, aprovada em reunião ministerial no México, no mês passado. O país não integra organismos multilaterais regionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA). As cúpulas da Calc e do Grupo do Rio marcam a primeira viagem ao exterior do presidente cubano Raúl Castro, que substituiu definitivamente Fidel Castro, em fevereiro deste ano.
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