segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Viver Corretamente
e quem presidirá o Senado
Quem vai comandar a Câmara
PMDB quer tudo de novo
História mostra a força do partido desde a restauração da democracia Em 24 disputas pelas presidências do Parlamento, peemedebistas venceram 17
Com a morte de Ulysses Guimarães, partido ficou sem um comandante com credibilidade em todas as correntes internas e viu sua hegemonia ameaçada
Eumano Silva
O maior partido do Brasil armou o bote para recuperar o controle total do Congresso. Nesta segunda-feira (1º), o PMDB tenta eleger Michel Temer (SP) e José Sarney (AP) para as presidências da Câmara e do Senado. Se a estratégia der certo, os peemedebistas voltam a acumular, depois de 16 anos, os dois cargos mais importantes do Legislativo brasileiro.
Situação semelhante ocorreu quando acabou a ditadura militar, em 1985. Aliado ao PFL, o PMDB chegara ao Palácio do Planalto com o ex-adversário José Sarney e mandava no Congresso, liderado pelo deputado Ulysses Guimarães (SP).
Durante oito anos o partido presidiu ao mesmo tempo a Câmara e o Senado. Ulysses e o senador José Fragelli (MS), eleitos em 1985, formaram a primeira dobradinha. O deputado paulista ainda ficou mais dois anos e assumiu, também, a presidência da Assembléia Nacional Constituinte. Desta vez, fez dupla com Humberto Lucena (PB), escolhido sucessor de Fragelli.
O PMDB só perdeu a hegemonia em 1993. Primeiro-secretário da Mesa Diretora na gestão de Ibsen Pinheiro, Inocêncio de Oliveira (PFL-PE) aproveitou as boas relações adquiridas com os colegas de todos os partidos e venceu o gaúcho Odacir Klein na disputa de 1993 pela presidência da Câmara.
Mesmo obrigado a dividir poder, desde a instauração da Nova República, o PMDB elegeu sete presidentes da Câmara e dez presidentes do Senado nas disputas regulares, sem contar as feitas em função de renúncia dos titulares no meio do mandato. No mesmo período, todos os outros partidos, juntos, venceram cinco sucessões na Câmara e duas no Senado, ambas com o pefelista Antonio Carlos Magalhães.
PMDB tenta recuperar nesta segunda o controle total do Congresso
O maior partido do Brasil armou o bote para recuperar o controle total do Congresso. Nesta segunda-feira (1º), o PMDB tenta eleger Michel Temer (SP) e José Sarney (AP) para as presidências da Câmara e do Senado. Se a estratégia der certo, os peemedebistas voltam a acumular, depois de 16 anos, os dois cargos mais importantes do Legislativo brasileiro.
Situação semelhante ocorreu quando acabou a ditadura militar, em 1985. Aliado ao PFL, o PMDB chegara ao Palácio do Planalto com o ex-adversário José Sarney e mandava no Congresso, liderado pelo deputado Ulysses Guimarães (SP). As votações, previstas para começar às 10h, ainda não foram iniciadas.
Último Segundo
Eleição no Congresso: pontapé para 2010
Amigo e aliado de Sarney, além de correligionário de Viana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou aos dois que se manteria neutro e que não haveria compensação do governo para o eventual derrotado. Na prática, porém, Lula queixou-se do lançamento de Sarney na última hora, responsabilizou o novo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), pela briga na base e pediu aos três governadores do PT nordestino (SE, PI e BA) que ajudassem Viana.
Além de ter se lançado na disputa há quatro meses, Viana tem o apoio de um leque de sete partidos, do PSOL ao PSDB, enquanto a aliança de Sarney envolve apenas três legendas - DEM, PTB, PP, sem contar o PMDB. Apesar da certeza de ambos os lados de que a briga vai produzir mágoas, qualquer que seja o vencedor, os grupos de Sarney e Tião dedicaram-se nas últimas horas a tranquilizar o governo.
Ontem, o comando da campanha do candidato do PMDB à presidência da Câmara, Michel Temer, não escondia a satisfação com o fato de a tensão estar concentrada no Senado, onde é grande a incerteza com relação ao desempenho do ex-presidente José Sarney na votação de hoje. Os peemedebistas sequer cogitavam a possibilidade de a disputa na Câmara chegar ao segundo turno.
A semana tinha começado mal para os peemedebistas, com notícias de possíveis traições a Michel Temer por parte petistas - motivadas pela disputa no Senado. Os aliados de Temer insistiam, contudo, que o risco de traição havia diminuído bastante depois que a candidatura do petista Tião Viana ganhou novo fôlego no Senado.
Folha de Pernambuco
DERROTAS DO GOVERNO NÃO ACENDEM LUZ VERMELH
Bahia Notícias