segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Viver Corretamente

"O viver correto produz harmonia, alegria, cooperação e paz de espírito. Mesmo que não seja possível saber as consequencias de nossas ações e escolhas, podemos escolher fazer o que nos desperta definitivamente. Cada vez mais, nossa unidade e interdependência com tudo o que vive e vibra passa a ser da maior importância. Nossas ações para manifestar o que sustenta o nosso viver serão tão corretas quanto a capacidade de curar o impacto da nossa presença."

e quem presidirá o Senado


(2/fev) Apoiado por petistas e tucanos, Tião Viana (PT-AC) desafia favoritismo de José Sarney (PMDB-AP), que tenta, pela terceira vez, presidir o Senado.

Congresso Em Foco

Quem vai comandar a Câmara


(2/fev) Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI) ou Michel Temer (PMDB-SP). Um deles presidirá a Casa pelos próximos dois anos.

Congresso Em Foco

PMDB quer tudo de novo


História mostra a força do partido desde a restauração da democracia Em 24 disputas pelas presidências do Parlamento, peemedebistas venceram 17



Com a morte de Ulysses Guimarães, partido ficou sem um comandante com credibilidade em todas as correntes internas e viu sua hegemonia ameaçada

Eumano Silva

O maior partido do Brasil armou o bote para recuperar o controle total do Congresso. Nesta segunda-feira (1º), o PMDB tenta eleger Michel Temer (SP) e José Sarney (AP) para as presidências da Câmara e do Senado. Se a estratégia der certo, os peemedebistas voltam a acumular, depois de 16 anos, os dois cargos mais importantes do Legislativo brasileiro.

Situação semelhante ocorreu quando acabou a ditadura militar, em 1985. Aliado ao PFL, o PMDB chegara ao Palácio do Planalto com o ex-adversário José Sarney e mandava no Congresso, liderado pelo deputado Ulysses Guimarães (SP).

Durante oito anos o partido presidiu ao mesmo tempo a Câmara e o Senado. Ulysses e o senador José Fragelli (MS), eleitos em 1985, formaram a primeira dobradinha. O deputado paulista ainda ficou mais dois anos e assumiu, também, a presidência da Assembléia Nacional Constituinte. Desta vez, fez dupla com Humberto Lucena (PB), escolhido sucessor de Fragelli.

O PMDB só perdeu a hegemonia em 1993. Primeiro-secretário da Mesa Diretora na gestão de Ibsen Pinheiro, Inocêncio de Oliveira (PFL-PE) aproveitou as boas relações adquiridas com os colegas de todos os partidos e venceu o gaúcho Odacir Klein na disputa de 1993 pela presidência da Câmara.

Mesmo obrigado a dividir poder, desde a instauração da Nova República, o PMDB elegeu sete presidentes da Câmara e dez presidentes do Senado nas disputas regulares, sem contar as feitas em função de renúncia dos titulares no meio do mandato. No mesmo período, todos os outros partidos, juntos, venceram cinco sucessões na Câmara e duas no Senado, ambas com o pefelista Antonio Carlos Magalhães.


PMDB tenta recuperar nesta segunda o controle total do Congresso

O maior partido do Brasil armou o bote para recuperar o controle total do Congresso. Nesta segunda-feira (1º), o PMDB tenta eleger Michel Temer (SP) e José Sarney (AP) para as presidências da Câmara e do Senado. Se a estratégia der certo, os peemedebistas voltam a acumular, depois de 16 anos, os dois cargos mais importantes do Legislativo brasileiro.

Situação semelhante ocorreu quando acabou a ditadura militar, em 1985. Aliado ao PFL, o PMDB chegara ao Palácio do Planalto com o ex-adversário José Sarney e mandava no Congresso, liderado pelo deputado Ulysses Guimarães (SP). As votações, previstas para começar às 10h, ainda não foram iniciadas.


Último Segundo

Eleição no Congresso: pontapé para 2010

A corrida presidencial de 2010 começa para valer, hoje, com a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado. Quem larga na frente - com a força de grande cortejado e com o qual ninguém quer se indispor - é o PMDB, justamente o partido do senador José Sarney (AP), que disputa a presidência do Congresso com o petista Tião Viana (AC). Qualquer que seja o resultado da briga entre aliados na sucessão do Senado, quem vai ter de administrar o estrago na base governista será o Palácio do Planalto. Por isso mesmo, mais do que com a eleição, o Governo preocupa-se com o day after. Em meio à velha disputa entre o PMDB da Câmara e o PMDB do Senado, o PSDB do governador tucano de São Paulo, José Serra, ficou com Michel Temer (SP), presidente nacional dos peemedebistas e favorito na sucessão da Câmara. Mas, ao invés de apoiar o candidato do PMDB no Senado, os tucanos optaram pelo PT, fato que viabilizou a candidatura de Viana, que começou a semana passada com o rótulo de derrotado. O cenário é de pequena vantagem para Sarney.
Amigo e aliado de Sarney, além de correligionário de Viana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avisou aos dois que se manteria neutro e que não haveria compensação do governo para o eventual derrotado. Na prática, porém, Lula queixou-se do lançamento de Sarney na última hora, responsabilizou o novo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), pela briga na base e pediu aos três governadores do PT nordestino (SE, PI e BA) que ajudassem Viana.
Além de ter se lançado na disputa há quatro meses, Viana tem o apoio de um leque de sete partidos, do PSOL ao PSDB, enquanto a aliança de Sarney envolve apenas três legendas - DEM, PTB, PP, sem contar o PMDB. Apesar da certeza de ambos os lados de que a briga vai produzir mágoas, qualquer que seja o vencedor, os grupos de Sarney e Tião dedicaram-se nas últimas horas a tranquilizar o governo.
Ontem, o comando da campanha do candidato do PMDB à presidência da Câmara, Michel Temer, não escondia a satisfação com o fato de a tensão estar concentrada no Senado, onde é grande a incerteza com relação ao desempenho do ex-presidente José Sarney na votação de hoje. Os peemedebistas sequer cogitavam a possibilidade de a disputa na Câmara chegar ao segundo turno.
A semana tinha começado mal para os peemedebistas, com notícias de possíveis traições a Michel Temer por parte petistas - motivadas pela disputa no Senado. Os aliados de Temer insistiam, contudo, que o risco de traição havia diminuído bastante depois que a candidatura do petista Tião Viana ganhou novo fôlego no Senado.

Folha de Pernambuco

DERROTAS DO GOVERNO NÃO ACENDEM LUZ VERMELH

As duas derrotas sofridas pelo governo ontem na eleição para a Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, embora tenha preocupado, não chegam a acender a luz vermelha do Executivo com sua base aliada. Na avaliação dos governistas, incluindo aí o secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, as derrotas de Ângelo Coronel (PR), que perdeu a primeira vice-presidência para Rogério Andrade (DEM), e de Fátima Nunes (PT), derrotada por Fernando Torres (PRTB) para a segunda vice-presidência, podem ser entendidos sim como um recado de um grupo de parlamentares insatisfeitos e que querem mais espaço no governo, principalmente no chamado "baixo clero", mas também por conta da postura dos próprios concorrentes aos dois cargos. "A imagem de Coronel, embora tenha sido uma surpresa sua derrota com tantos votos de diferença, já estava desgastada. Ele é muito ausente, não comparece às sessões. Eu mesmo não votei nele", disse um governista que integra um partido pequeno. "Já a postura radical de Fátima Nunes não agrada ninguém. E o governo fez campanha para ela, pediu voto independentemente de cara feia ou não, argumentando que o que estava em jogo era um projeto maior", acrescentou o mesmo governista. Fátima Nunes e Coronel tiveram, respectivamente, 23 e 28 votos. Muito longe dos 41 obtidos por Marcelo Nilo (PSDB) e dos 38 de Roberto Carlos (PDT), que representaram vitórias para o governo. Ou seja, a dissidência foi grande.

Bahia Notícias